Pular para o conteúdo principal

Carpe Diem

Adicionar legenda





É incrível como a vida sempre insiste em nos surpreender. Às vezes surpresas boas que nos fazem pular e cantar e querer dormir só para chegar outro dia. Outras, tão ruins que nos fazem "perder o chão", tiram de nós a sensação de estar no controle. O fato, é que estamos vivos e isso já basta para que a vida nos apronte umas. 
Nós somos criados para sermos fortes. Enquanto crianças, nossos pais estão lá para segurar e amparar e a criação tem sempre em foco preparar o filho para enfrentar o mundo. Mas nós nunca estaremos realmente preparados, não é?
Mais cedo ou mais tarde, todos nós tivemos que aprender a lidar com a dor da decepção, da perda, da solidão.Um telefonema, um resultado de exame ou um descuido; Pequenas coisas que no momento errado, com a resposta errada, são mais do que suficiente para tirar o ar, o chão e a alegria de pessoas "fortes" que automaticamente procuram alguém para culpar. Deus? Eu mesmo? E nesse momento, a dor é tão grande que parece não ter fim. A dor da culpa, a dor de não ter uma resposta ou simplesmente, a dor de ter a resposta indesejada.
Mas, posso te contar um segredo? Ela vai passar. Por mais que no momento pareça que o mundo vai acabar, ou que a dor vai acabar com você, ela vai passar. E mais do que passar, ela vai te fortalecer.
Como diz uma frase que eu particularmente gosto muito: "Se a vida te mostrou mais um caminho, nem você sabe onde quer chegar." São essas quedas, que nos ajudam a amadurecer, fortalecer e ver a vida com outros olhos. Só quem perdeu sabe a dor, mas só os que se levantaram adquiriram experiência e "novos olhos" para seguir em frente.
É realmente como se fôssemos os protagonistas de nosso próprio livro em que um capitulo é continuação do outro e todos eles são indispensáveis para o resultado final. Logo abaixo da foto, está escrito "Adicionar legenda" e eu não deixei isso por descuido, não! É porque cabe a você decidir a legenda. Cabe a você dar  nome ao seu livro e cabe a você dar a ele um final.
Que a vida vai te dar outros golpes vai, mas é porque, ela - juntamente com seus pais - vai te ensinar que apesar das quedas, você é forte e o que você vive é muito mais do que isso.
Encerro aqui com uma frase que li durante a semana que me deixou profundamente intrigada: 

"Apesar de tudo, ainda acredito que as pessoas são boas em seu coração." Anne Frank - O diário de Anne Frank



Em memória de Cecília Cury. (L)


                                                        

Comentários

  1. Disse tudo, Ana! Amei!*-*

    "É realmente como se fôssemos os protagonistas de nosso próprio livro em que um capitulo é continuação do outro e todos eles são indispensáveis para o resultado final."

    ;**

    ResponderExcluir
  2. ai meu Deus Naclara! vc escreve tão bem! acho q escreveria bem antes, mas aposto que sentir na pele a fez encontrar palavras certas! cara, acho q vc nasceu pra isso!
    te amo minha joia!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Conto dramático - Angústia, silêncio, solidão.

                          Já marcavam 5:30 quando me dei conta de que estava sozinha; dei mais uma olhada para ter certeza e me deparei com o desespero da solidão. Respirei fundo e pronunciei bem baixinho o nome de meu marido, e naquele quarto escuro obtibe a pior das respostas: o silêncio. Vasculhei minha memória para tentar resgatar alguma lembrança de seus planos para aquela noite, mas para o meu desalento naão conseguia me lembrar de nada.  Me levantei para checar as crianças mas algo prendeu minha atenção: quando olhei para cama onde antes descansava - por mais que a escuridão tentasse me impedir - constatei que era uma cama de solteiro. Aquilo despertou em mim uma tristeza profunda e medo, muito medo. Dúvidas rondavam minha mente como: Por quê não conseguia me lembrar de nada? Será que ele favia me deixado?  Meu coração foi se apertando e lágr...

Pontinhos Coloridos no fundo azul - Narraçao (nao me lembro a faculdade)

                   - Não me importa sua opinião, você vai fazer exatamente como os outros fazem. Fui claro? Pedro apenas concordou balançando a cabeça e se limitou a dar um sorriso. Ele compreendia sua pequenês diante da grande máquina que lhe dava ordens. Era apenas mais um, no meio de bilhões de pontinhos coloridos sobre o fundo azul.  Não era o primeiro a questionar a ordem estabelecida e com certeza não seria o último. Às vezes, o "GPS" desses pontinhos fava um probleminha ou outro, os permitindo olhar para os lados, e era pra  esse tipo de problema que eles estavam sob olhos atentos que imediatamente davam um jeito.  Enquanto Pedro andava de volta para suas funções, esbarrou em um pontinho diferente de todos os outros que já tinha visto. A cor era tão alegre e viva, que ele quase não conseguiu defini-la. Com muito esforço, decidiu que era uma mistura refrescante de amarelo, laranjado e vermelho. Seu coraçã...

Se decidirmos, nós sempre ficaremos com os amores de nossas vidas.

Meus amigos do facebook compartilharam aos montes um texto sobre como as vezes o amor de nossas vidas escapa pelos nossos dedos. Que me desculpem os fatalistas, mas não consigo participar desse grupo de pessoas que acredita que amor é essa loucura sobrenatural que nos tira da realidade. Não consigo crer que ele vai me trazer arrepios e que dentro dele as borboletas nunca vão deixar meu estômago. Não consigo ver amor na emoção a flor da pele, no toque eletrizante, na tremedeira da insegurança. Acredito que isso seja paixão. E paixão, meu bem, nunca colocou aliança no dedo de ninguém. Vivemos numa geração que minimiza e objetiva praticamente tudo que se possa comercializar. Fomos convencidos que de que somos o centro do mundo, de que nossa felicidade é a mais plena regra que deve reger o universo, que estamos vivos e isso é tudo. Desaprendemos a consertar as coisas, abraçamos de olhos fechados a obsolescência programada, enjoamos das coisas, das pessoas e dos sentimentos com a mesma ...