Pular para o conteúdo principal


Que me desculpem aqueles que não sabem amar mas, não consigo escrever sobre outra coisa se não o amor. Mentiria se dissesse que sempre sinto os sentimentos que escrevo mas, a magia de escrever é essa. É ser tão amante do amor que posso escrever sobre ele mesmo quando a situação de minhas personagens não  sejam uma projeção de minha vida pessoal.
 Aprecio. Observo. Absorvo. Sinto-o só de olhar outro alguém senti-lo. Sonho com a possibilidade de fazer você, leitor, senti-lo mesmo que por um instante. Enquanto vive a vida dessas pessoas que vivem em minha imaginação. Desses apaixonados que querem te contar uma história de amor. Talvez, das mais improváveis, talvez, tão próxima a sua realidade. Seja como for, quero dividi-los com você. Dividir esse meu título de "eterna apaixonada" e esse sentimento de amar ao ver o amor. Afinal, uma dose deste sempre cai bem.
 Sim, atendo por esse título. Eterna apaixonada. Por tudo e por todos. Sem dúvida, tenho um sério caso de amor com a alegria mas, sempre a traio com o drama. Penso que é impossível amar sem um turbilhão de diferentes emoções.E quanto mais dramático e intenso, melhor o amor. Me prende. Me fascina. Os sorrisos bobos, as mãos suadas, as pernas trêmulas. A saudade instantânea, o cantarolar distraído, as lágrimas por não conseguir se conter. As brigas barulhentas e os beijinhos de paz. Os "eu te amo" ditos e os não ditos. Todas essas coisas que quem ama trás na mala.
 E por todos esses motivos, sempre que vejo a página em branco, pronta pra ser preenchida com letrinhas e sentimentos, penso no amor. E sempre vou dar mais e mais chances a ele. Na verdade, ele que sempre me dá mais uma chance. De fugir do óbvio, de admirar o raro, de amar até os desamores. Uma chance de sair da rotina e da realidade, sim, de sair. Sair dançando, voando, cantarolando pelos quatro ventos. Com um sorriso que conta pra quem souber me ler que enquanto houver sol, haverá amor. E enquanto houver amor, eu o usarei como um óculos cuja lente faz com que eu veja tudo mais colorido, mais poético, mais musical. Afinal, já dizia Quintana: "Tão bom morrer de amor e continuar vivendo..."

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Hoje não

Normalmente eu só preciso de uma frase perfeita pra continuar um bom texto. Normalmente, não hoje. Hoje não é um dia normal. Normalmente eu gosto de falar sobre pessoas fictícias. Normalmente, não hoje.  Normalmente eu gosto simplesmente de falar. Falar e falar. Normalmente, hoje não. Mas o engraçado, é que todos os dias não tem sido dias normais. Tenho amado como nunca amei antes. Normalmente, escreveria sobre isso. Sobre ele. Os olhos dele, os lábios, sorriso, tudo dele. Se fosse eu mesma, escreveria sobre a tremedeira que seu olhar me dá. Escreveria sobre os arrepios e sorrisos que seus beijos causam. Normalmente, mas hoje não. Se fosse eu, abriria mão de estilos literários pra escrever sobre um grande amor. Finalmente, o meu amor. Mas não quero ser eu. Não quero fazer as coisas que eu normalmente faria. Hoje não. Hoje vou ser o seu amor. Hoje vou escrever pra você. Não importa quem você seja. Sinta-se em casa, sinta-se com o seu próprio amor. Sinta-se amado. Tenho aprendido...

Sim

Clara fazia força para que seus pensamentos acompanhassem as batidas de seu coração que batia rápido como nunca.  - Faz um tempo que eu queria te falar isso. Essa foi a frase que antecedeu o sorriso que se arquitetou na boca do homem que aparentemente sabia seu manual de instruções de cór. Depois de alguns segundos de perplexidade, Clara percebeu que seu queixo já encostava em seu colo quando finalmente organizou seus sentimentos: a indignação se misturava com a dor de um recado qeu veio tarde demais. Bruno tentava disfarçar a ansiedade, mas sua paciência havia esgotado. Ensaiara para esse momento por tantos anos, que já lhe falhavam a conta. E agora, estava ali, esperando a resposta que por tantos anos imaginou. Clara sorriu. Ensaiou começar uma frase por algumas vezes, quando finalmente a voz veio e ela apenas perguntou: - Desde quando? - Desde que te vi naquele ginásio, toda suada e com o tornozelo machucado. Desse momento ela se lembrava bem: tinha apenas 10 anos ...

Pontinhos Coloridos no fundo azul - Narraçao (nao me lembro a faculdade)

                   - Não me importa sua opinião, você vai fazer exatamente como os outros fazem. Fui claro? Pedro apenas concordou balançando a cabeça e se limitou a dar um sorriso. Ele compreendia sua pequenês diante da grande máquina que lhe dava ordens. Era apenas mais um, no meio de bilhões de pontinhos coloridos sobre o fundo azul.  Não era o primeiro a questionar a ordem estabelecida e com certeza não seria o último. Às vezes, o "GPS" desses pontinhos fava um probleminha ou outro, os permitindo olhar para os lados, e era pra  esse tipo de problema que eles estavam sob olhos atentos que imediatamente davam um jeito.  Enquanto Pedro andava de volta para suas funções, esbarrou em um pontinho diferente de todos os outros que já tinha visto. A cor era tão alegre e viva, que ele quase não conseguiu defini-la. Com muito esforço, decidiu que era uma mistura refrescante de amarelo, laranjado e vermelho. Seu coraçã...