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Pontinhos Coloridos no fundo azul - Narraçao (nao me lembro a faculdade)

                   - Não me importa sua opinião, você vai fazer exatamente como os outros fazem. Fui claro? Pedro apenas concordou balançando a cabeça e se limitou a dar um sorriso. Ele compreendia sua pequenês diante da grande máquina que lhe dava ordens. Era apenas mais um, no meio de bilhões de pontinhos coloridos sobre o fundo azul.  Não era o primeiro a questionar a ordem estabelecida e com certeza não seria o último. Às vezes, o "GPS" desses pontinhos fava um probleminha ou outro, os permitindo olhar para os lados, e era pra  esse tipo de problema que eles estavam sob olhos atentos que imediatamente davam um jeito.  Enquanto Pedro andava de volta para suas funções, esbarrou em um pontinho diferente de todos os outros que já tinha visto. A cor era tão alegre e viva, que ele quase não conseguiu defini-la. Com muito esforço, decidiu que era uma mistura refrescante de amarelo, laranjado e vermelho. Seu coraçã...

A gota gelada num chuveiro quente

Eu estava curtindo minhas férias quando fui tomar banho e notei algo que me incomodava no chuveiro. Em meio a tantas gotas quentinhas e de efeito calmante havia uma que era bem gelada e caía continuamente em minhas costas. Pra vocês deve ser algo bem "e daí" mas como eu viajo em tudo que acontece comigo, comecei a pensar o porquê de aquela gota me irritar tanto, ela era apenas UMA em meio a inúmeras outras. Mas o fato de ela ser diferente me irritava, o fato de não ser como as outras, não ter o mesmo efeito calmante e sim o efeito eletrizante. Ela tinha a mesma forma das outras, a mesma função das outras, era apenas, diferente. E aí que passa a ter a ver com você. Por que nós insistimos em nos irritar com as diferenças? Por que uma pessoa, sendo formada exatamente como a outra não tem o direito de ser diferente sem ser excluída do grupo ou rotulada pelos outros "iguais"? Eu sei que esse assunto é um clichê e que todo mundo bate nessa tecla há muitos anos, mas se é...

Carpe Diem

Adicionar legenda É incrível como a vida sempre insiste em nos surpreender. Às vezes surpresas boas que nos fazem pular e cantar e querer dormir só para chegar outro dia. Outras, tão ruins que nos fazem "perder o chão", tiram de nós a sensação de estar no controle. O fato, é que estamos vivos e isso já basta para que a vida nos apronte umas.  Nós somos criados para sermos fortes . Enquanto crianças, nossos pais estão lá para segurar e amparar e a criação tem sempre em foco preparar o filho para enfrentar o mundo. Mas nós nunca estaremos realmente preparados, não é? Mais cedo ou mais tarde, todos nós tivemos que aprender a lidar com a dor da decepção, da perda, da solidão.Um telefonema, um resultado de exame ou um descuido; Pequenas coisas que no momento errado, com a resposta errada, são mais do que suficiente para tirar o ar, o chão e a alegria de pessoas "fortes" que automaticamente procuram alguém para culpar. Deus? Eu mesmo? E nesse momento, a dor é tão ...

Tempo: Devorador das coisas ?

          Se criassem algum aparelho que controla o tempo, ele sem dúvidas entraria para o "hall dos aparelhos mais vendidos na história". Não só porque gostamos de coisas novas, mas principalmente pelo desejo de controlar o tempo e consequentemente a vida que, todos nós, seres mortais, temos uma vez ou outra.   Parar o tempo, rebobiná-lo ou até mesmo passá-lo para frente são truques que podem ser bastante úteis ao longo da vida. Temos pressa de crescer e completar a maior idade, de dirigir, de ser promovido, de casar (nesse momento, parar o tempo seria interessante), de repente vem os filhos, a idade passa e junto com ela a vontade de pausar, respirar e entender como tudo isso aconteceu.  É nessa hora que culpamos a "pessoa" errada. E, sempre quando nos perguntamos como e porque as coisas mudaram a resposta é sempre a mesma: "O tempo passou." Que o tempo passou é sempre evidente, mas será que esse é o problema?   Anos e anos se vão...

Conto Livre - Mundos

                           Cada pessoa é um mundo. E cada um faz o seu mundo exatamente como deseja: Colorido ou em preto e branco, cheio de pessoas ou solitário, barulhentos ou silenciosos. A tendência da grande maioria é ter mundos parecidos para que possam interagir entre si e em meio a mundos iguais, eu vivo no meu mundo onde contrariando todas as espectativas existe só eu e a música e ela, me acompanha em todos os lugares, em todo o tempo.   Entre os mundos lá fora, eu ouvi algo sobre individualidade e por mais que muitos não entendam é isso que eu vivo e até gosto de viver. Meu nome é Heitor. Descobi após notar que sempre que dizem essa palavra sinto minha individualidade sendo invadida por um cutucão vindo de outros garotos e que geralmente também usam palavras como esquisito e estranho para se referirem a mim. Mas eu não ligo e pra falar a verdade, nem presto atenção.  Não gosto que me toque...

Nostalgia

                                              Hoje, é minha última noite na casa em que cresci. Por isso, vou escrever sobre nostalgia. Crescer em um lugar não é como passar as férias ou alguns meses, são exatamente 16 anos, 192 meses e 5760 dias passados em sua maioria, em um mesmo lugar com as mesmas pessoas. Olho para os lados e parece que cada canto me conta uma história, como se cada canto tivesse o som das risadas que eu e meus irmãos dividimos aqui. A mancha no tapete e na mobília, o quebradinho na parede, e até a rua de terra fazem com que eu, com apenas 16 anos, diga que esse lugar é minha infância. Me lembro de quando ouvia as provocações e risadas de meu irmão mais velho: Léo. Sua risada escandalosa, sempre tão ciumento e cuidadoso, chegava tarde e fazia questão de me acordar bem cedo com o meu teclado. "DDDDJ" haha! E ele foi o primeiro a deixar isso pra...

Conto dramático - Angústia, silêncio, solidão.

                          Já marcavam 5:30 quando me dei conta de que estava sozinha; dei mais uma olhada para ter certeza e me deparei com o desespero da solidão. Respirei fundo e pronunciei bem baixinho o nome de meu marido, e naquele quarto escuro obtibe a pior das respostas: o silêncio. Vasculhei minha memória para tentar resgatar alguma lembrança de seus planos para aquela noite, mas para o meu desalento naão conseguia me lembrar de nada.  Me levantei para checar as crianças mas algo prendeu minha atenção: quando olhei para cama onde antes descansava - por mais que a escuridão tentasse me impedir - constatei que era uma cama de solteiro. Aquilo despertou em mim uma tristeza profunda e medo, muito medo. Dúvidas rondavam minha mente como: Por quê não conseguia me lembrar de nada? Será que ele favia me deixado?  Meu coração foi se apertando e lágr...