Pular para o conteúdo principal

Tempo: Devorador das coisas ?

    








 
Se criassem algum aparelho que controla o tempo, ele sem dúvidas entraria para o "hall dos aparelhos mais vendidos na história". Não só porque gostamos de coisas novas, mas principalmente pelo desejo de controlar o tempo e consequentemente a vida que, todos nós, seres mortais, temos uma vez ou outra.
  Parar o tempo, rebobiná-lo ou até mesmo passá-lo para frente são truques que podem ser bastante úteis ao longo da vida. Temos pressa de crescer e completar a maior idade, de dirigir, de ser promovido, de casar (nesse momento, parar o tempo seria interessante), de repente vem os filhos, a idade passa e junto com ela a vontade de pausar, respirar e entender como tudo isso aconteceu.
 É nessa hora que culpamos a "pessoa" errada. E, sempre quando nos perguntamos como e porque as coisas mudaram a resposta é sempre a mesma: "O tempo passou." Que o tempo passou é sempre evidente, mas será que esse é o problema?
  Anos e anos se vão e nós insistimos naquela velha mania de viver o presente com os olhos no futuro e esquecemos que o hoje era o futuro de ontem e assim, ontem, hoje e amanha formam um ciclo vicioso que prende quase toda a nossa atenção não sobrando "tempo" para perceber qeu quem faz a vida somos nós. É uma bagunça até  cansativa, não?
 Se parássemos para pensar - e fazer contas - perceberíamos que o tempo é uma dádiva e quem realmente devora as coisas é a nossa pressa. Vivendo com calma é possivel ver que existe um tempo relativamente grande para cada fase da vida e é ele que nos dá a capacidade de crescer, descobrir, mudar, viver novas oportunidades e se realizar de forma bem feita!
Aproveitar um dia de cada vez é extrair o máximo que a vida tem para nos ofercer, já que por mais que o tempo às vezes voe, ele infelizmente não volta atrás.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conto dramático - Angústia, silêncio, solidão.

                          Já marcavam 5:30 quando me dei conta de que estava sozinha; dei mais uma olhada para ter certeza e me deparei com o desespero da solidão. Respirei fundo e pronunciei bem baixinho o nome de meu marido, e naquele quarto escuro obtibe a pior das respostas: o silêncio. Vasculhei minha memória para tentar resgatar alguma lembrança de seus planos para aquela noite, mas para o meu desalento naão conseguia me lembrar de nada.  Me levantei para checar as crianças mas algo prendeu minha atenção: quando olhei para cama onde antes descansava - por mais que a escuridão tentasse me impedir - constatei que era uma cama de solteiro. Aquilo despertou em mim uma tristeza profunda e medo, muito medo. Dúvidas rondavam minha mente como: Por quê não conseguia me lembrar de nada? Será que ele favia me deixado?  Meu coração foi se apertando e lágr...

Pontinhos Coloridos no fundo azul - Narraçao (nao me lembro a faculdade)

                   - Não me importa sua opinião, você vai fazer exatamente como os outros fazem. Fui claro? Pedro apenas concordou balançando a cabeça e se limitou a dar um sorriso. Ele compreendia sua pequenês diante da grande máquina que lhe dava ordens. Era apenas mais um, no meio de bilhões de pontinhos coloridos sobre o fundo azul.  Não era o primeiro a questionar a ordem estabelecida e com certeza não seria o último. Às vezes, o "GPS" desses pontinhos fava um probleminha ou outro, os permitindo olhar para os lados, e era pra  esse tipo de problema que eles estavam sob olhos atentos que imediatamente davam um jeito.  Enquanto Pedro andava de volta para suas funções, esbarrou em um pontinho diferente de todos os outros que já tinha visto. A cor era tão alegre e viva, que ele quase não conseguiu defini-la. Com muito esforço, decidiu que era uma mistura refrescante de amarelo, laranjado e vermelho. Seu coraçã...

Eu

A lua e as estrelas me remetem aquele dia, aquele momento, em que por reconhecer a beleza das coisas simples você me fez sorrir pela primeira vez. Fez meus olhos brilharem pela primeira vez. Num ato quase involuntário sua voz passou pelos meus ouvidos e era como se fizesse cócegas em todo meu corpo até que, inevitavelmente, eu sorri. Aquele sorriso bobo, gostoso, que vem acompanhado de olhos brilhantes que gritam sentimentos. E foi assim, foi ali. Ali que você me ganhou por inteira. Percebi imediatamente que queria essa voz me acariciando todos os dias antes de dormir, queria essa risada eletrizante me eletrizando, queria te ver amar e ser objeto do seu amor. E tudo ali, debaixo do brilho da lua e das estrelas que comparadas ao seu brilho parecem tão opacas. É incompreensível como o amor acontece em questão de segundos e toma tudo da gente: Nossos pensamentos, nosso tempo, nossos sorrisos, nossas lágrimas, nossos beijos, nossos abraços, nossa dor, nosso fim, nosso começo, nosso eu. E...